O transporte rodoviário de cargas é um dos principais serviços da economia no Brasil, pois trata-se basicamente do modal logístico que realiza a movimentação de mais de 60% de mercadorias em todo país, ou seja, praticamente todos os setores dependem dele para transportar seus itens de um ponto a outro.
Sendo assim, esta modalidade é conhecida por oferecer flexibilidade e possuir maior acessibilidade que os outros, além do nosso país dispor de uma extensa malha rodoviária, que influencia diretamente para a alta demanda desse tipo de transporte. Contudo, existem muitos fatores que permeiam o transporte rodoviário de cargas, sendo que, alguns deles retratam a realidade, enquanto outros são apenas mitos.
Pensando nisso, a Overfast Transportes elenca os mitos e aborda a realidade que envolve a operação do transporte rodoviário de cargas. Confira!
Mito: O transporte rodoviário é sempre mais lento
Realidade
De maneira geral, o modal rodoviário é considerado ideal para o transporte de mercadorias em curtas e médias distâncias, uma vez que, nesse tipo de operação, ele pode ser mais rápido que os demais, ainda mais que não abrange etapas como de carga e descarga.
Embora, seja importante ressaltar, que alguns aspectos como congestionamentos e condições das estradas podem aumentar o tempo de entrega.
Mito: O transporte rodoviário é sempre mais barato que o aéreo ou ferroviário
Realidade
Primeiramente, essa é uma questão que depende da distância entre o ponto de origem até o destino final e da urgência da entrega. Isso porque, para curtas e médias distâncias e quando a entrega não exige certa urgência, o transporte rodoviário tende a ser mais econômico.
Entretanto, em situações contrárias, onde são exigidas entregas urgentes ou demandas para longas distâncias, o modal aéreo, por exemplo, pode ter o custo-benefício mais vantajoso.
Mito: O diesel é o maior vilão do custo rodoviário
Realidade:
Embora o diesel possa pesar bastante nos custos referentes às operações rodoviárias, este não é o único elemento que torna-a mais dispendiosa. Geralmente, existem outros pontos que também impactam diretamente, elevando os custos com as atividades do setor.
Assim, entre os principais podemos destacar:
- Custos com pneus;
- Pedágios;
- Impostos;
- Tempo ocioso dos caminhões;
- Frete abaixo do ideal, em alguns casos.
Mito: Apenas grandes empresas conseguem operar bem.
Realidade:
Pequenas transportadoras e autônomos também conseguem operar com tranquilidade e serem competitivos no setor do transporte rodoviário de cargas. Em virtude que, além de existirem diversos tipos de demandas e por se tratar de um país regional, permite que empresas de vários portes sejam fortes no segmento.
Lembrando ainda, que a tecnologia, parcerias e nichos específicos, facilitam a atividade para todos.
Mito: O transporte rodoviário é menos eficiente.
Realidade
O transporte rodoviário de cargas tem diversas vantagens importantes que proporcionam maior eficiência em determinadas situações e demandas. Com isso, a flexibilidade operacional é uma dessas vantagens, onde a depender da necessidade pode-se modificar as rotas ou até mesmo o tipo de veículo utilizado no transporte. Assim como, destaca-se a capacidade em acessar áreas consideradas remotas e que outros modais não conseguem alcançar com a mesma facilidade.
Vale ressaltar que esse é o único transporte capaz de realizar operações porta a porta.
Mito: A tecnologia já resolveu os principais problemas do setor.
Realidade:
Mesmo que o modal rodoviário tenha avançado significativamente suas operações, tornando-as mais eficazes por meio de sistemas como o uso de rastreamento, gestão de frotas e apps de frete, ainda há desafios relacionados à conectividade, capacitação digital dos motoristas e integração entre sistemas logísticos.
Portanto, nota-se que o transporte rodoviário de cargas é um modal crucial, que possui algumas vantagens e desvantagens. Além disso, tem suas características direcionadas para cada tipo de situação, sendo de suma importância conhecê-la verdadeiramente para que seja melhor adaptado às necessidades da empresa.

